quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cor púrpura

Do livro O Padre Galego

















Morre o sol tão tristonho,
em uma tarde de inverno,
prelúdio do fim de um sonho,
cor púrpura invade a terra.

Num deslumbre qual luz de quimera,
ao longe cantava um passarinho
o filhote trinava em seu ninho
com frio queria carinho.

Uma linda menina cantava baixinho,
e o sol derramava seus raios
ferido ao cimo do monte,
punhal negro que sangra o coração
de um sol que derrama sua dor,
parece a dor da perda de amor,
quem sabe ele via o amor desfalecer,
morria tristonho sem querer nem morrer,
pois  já viu tantos amores nascerem,
qual luz da manhã resplandecerem,
a noite não os viu esvair dissolver,
o amor que juraram para sempre viver!...

E a donzela cantava,
e o sol se inclinava,
em raios chorava,
a Deus sei clamava.
canta menina,
canta pra mim!

Tira-me desta tristeza sem fim!...



Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, 
 para que todo aquele que nele crê não pereça, 
 mas tenha a vida eterna. 
-João, 3:16-

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