terça-feira, 10 de setembro de 2013

Escorias da solidão



Quantos,
acreditam ter o mundo aos seus pés
mas com seu mundo tão vazio
e a sede tal qual cio
no vazio lancinante
de sua alma inconstante.

Quantos,

esbaldam-se em suas festas
numa alegria sem essência
não alegra a consciência
e em silêncio sei suplica
amiúde por clemência.

Quantos,

com os olhos tão altivos
subjugam e tanto faz
mas que nunca foram capazes
de fazer uma introspecção
e entender com humildade
que por mais que eles o sejam
são escorias da solidão.

A solidão não é apenas
a falta de um outro alguém,
e a solidão na multidão
é pior que o ópio de uma droga
e se embebeda e se droga
nesta droga passageira
de uma vida tão efêmera!

E a solidão de um ser só
tão rodeados de amigos
Sei anônimos inimigos
aonde  a dor de si mesmo

ou do rancor não poder ser
o que no fundo se sonhou
a angustia de não ter
o que um dia se perdeu
o que um dia não se ganhou
o que um dia sei se foi...

Vejo tantos obstinados
que o mundo conquistaram
mas perderam a si mesmo,
trazem o mundo aos seus pés
mas o mundo já os enterrou...

E a alma de perene
vaga frágil e perecível
enclausurada pelo ego
de olhar-se no espelho
esconde dos olhos o vermelho
e um sorriso amarelo
que aparenta ser tão belo
não retrata a razão
da mais terrível solidão
de uma alma sem ter Deus.

E o seu deus tão subserviente
é apenas o instante
entre eterna e lancinante
de uma vida obstante
vida que se escravizou!...


Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, 
 para que todo aquele que nele crê não pereça,
 mas tenha a vida eterna
. -João, 3:16-

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