sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A mais linda musa platônica


Andei por caminhos obscuros
no cálice do ópio me droguei
a quantas mulheres eu me entreguei
mas o verdadeiro amor não encontrei!

Vi meu rosto bêbado no espelho
o vômito da minha alma em minha vida
saia sempre na mais alucinada alegria
voltava triste com o luto das madrugadas.

A solidão era a minha carência
a carência o meu vazio
o vazio era o coração
e o coração  antágono do viver,

pois viver era sinônimo de morte
a morte era a minha canção
eu criei a canção perfeita
ela se chamava ilusão

inspirada pelo meu amor platônico
eu fiz de uma simples mulher
a mais linda musa platônica
e ignorando a sua recusa
eu a amei de forma intrínseca
deixando de amar a mim mesmo
quando nem a mim mesmo eu me amava

pois amava algo que faltava em mim
que justificasse o que eu era
que me confrontasse com que eu o era
era um pobre de espírito
era um podre de um proscrito.

Minha dor me angustiava
esta dor violentava
era o fluxo de minha alma
que vagava sem a luz!...

não sabia quem era Jesus!



Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito,
 para que todo aquele que nele crê não pereça,
 mas tenha a vida eterna. 
-João, 3:16-

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