quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Nossa consciência metáforica



Eu prefiro pensar em mim morto dentro de um caixão trazendo o semblante sereno e em paz a ver-me distante dos meus ideais.

Na verdade a morte soa melhor do que a apostasia de viver sem a consciência intrínseca da realidade metafísica ainda que a muitos, não passa de metafórico por tratar-se de ser algo abstrato.

A realidade desta sociedade individualista nos leva a abstrações que paulatinamente dirimem ideais que pouco a pouco vão perdendo a sua tenacidade, o que torna-nos reféns de nossa própria ambiguidade.

Fazemos tantos planos temos tantos sonhos, mas sonhos estes que são tão abstratos como a nossa consciência metafórica em relação à metafísica.

É óbvio que existem as exceções, mas ainda que poucos deem a vida no dispêndio de seus ideais, a maioria dos que assim o fazem ou caem no ostracismo ao conquistá-lo, ou caem na apatia ao vê-los protelados.

A obstinação é algo que enclausura o ser humano e quando este polariza por demais sua natureza renitente não abre precedente para que sua alma seja mais tênue suscetível a novos conceitos novas idéias, ainda que seja para ele acatá-las ou rechaçá-las.

A ele prevalece apenas a sua razão, o seu ponto de vista, o que inviabiliza qualquer outro conceito e o mesmo não se permite pelo menos avaliar se tais conceitos são hegemônicos, verossímeis, edificantes...

Porém, quando temos a consciência idônea e percebemos que os nossos conceitos corroboraram para edificação de nossas vidas e de outrem!

É preferível ver a morte desde que verdadeiramente tenhamos a certeza de que nossa filosofia de vida transcende as questões da metafísica e com isto a consciência etérea de vida com Deus, e não uma ilação volátil sem uma base cônscia.
  

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, 
 para que todo aquele que nele crê não pereça, 
 mas tenha a vida eterna.
 -João, 3:16-

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