segunda-feira, 10 de março de 2014

Eu me penitencio













Sim! 
Eu me penitencio quando sei que tu és quem tu és e eu sou quem eu o sou e tento igualá-lo a mim como se em mim houvesse algo de bom por mim mesmo.

Como se por mim mesmo eu fosse merecedor deste seu incomensurável amor.

Como se tu fosses um pedante um calouro que está aprendendo comigo uma nova experiência...

Como se eu fosse um injustiçado vitima de um processo cujo tu orquestras contra mim para provar-me sem a verdadeira necessidade.

Como se as minhas razões sobrepujasse a sua verdade.

Eu me penitencio quando de forma egocêntrica me olho no espelho contemplando a minha imagem, mas eu não tenho a coragem de olhar do lado de fora da janela e ver pessoas a espera...

Como seu fosse eu o personagem principal e sem mim o mundo estaria distorcido, como se de ti eu fosse o preferido!...

Eu me penitencio por ignorar que sou frágil efêmero neste mundo e querer abraçá-lo nele chafurdar-me como se o mesmo para sempre.

Por ignorar que tudo isto é passageiro, que estarei para sempre junto contigo.

Eu me penitencio por achar que sou algo mais do que um simples ser humano que como todos caminhavam para as trevas até que por ti fui escolhido perdoado e paulatinamente venho sendo regenerado, mas esqueço-me disto para lembrar-me que valorizo a minha vida muito mais do que valorizastes a sua.

Pois mesmo sendo Deus jamais teve orgulho de sê-lo e se fez um simples mortal para tornar-me imortal.

Em fim!

Eu me penitencio por ter tanto, e valorizar tão pouco!




Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito,
 para que todo aquele que nele crê não pereça,
 mas tenha a vida eterna. 
-João, 3:16-

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