quinta-feira, 2 de março de 2017

Uma frágil folha.


















Um dia olhastes para baixo
e deixastes destilar um pouco de sua bondade,
um pouco de sua misericórdia,
e eu que estava frágil, vazio, sem vida,
percebi a sua luz e entreguei-me
sem saber que tu eras quem tu és!

Hoje.

Já não sou assim tão jovem
e vejo a vida que por mim passou
encontrei muitos motivos para desistir
muitos motivos para então fugir.

...Mas para onde iria eu?
Para o vazio solitário de uma vida sem você?
E aquele que resolvesse me seguir?
O que de bom teria dentro de mim para ofertá-lo?

Hoje já não mais me assusta saber que estou seguindo um caminho sem volta
que a vida passa e doravante será como um vento impetuoso carregando uma frágil folha.

Quantos que comigo compartilhavam desta vida, mas agora não estão mais neste mundo, e o silêncio deles silencia a minha própria voz, que ao perceber que não passo de uma vida efêmera,
Mesmo assim, as vezes tento ser o dono dela, mesmo sabendo que não tenho o direito de viver um dia se quer a mais daquilo que a mim está programado.

Olhei para o passado e me vi doente solitário e carente, olho para o presente e me vejo as vezes claudicante mesmo estando firmado nesta rocha inabalável que é o Senhor.

Tudo que eu me limito, é pedir um sincero perdão, eu não queria ser assim tão inconstante, tão frágil, queria ser mais coeso, mas as ondas vem e a realidade da vida me faz olhar para as momentâneas adversidades que assustam-me…

Eu clamo o teu nome, e depois envergonhado reconheço a sua voz bradando contra a tempestade, e mesmo sabendo que outras tempestades virão, mas que estarás comigo neste barco.







Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito,
 para que todo aquele que nele crê não pereça, 
 mas tenha a vida eterna. 
-João, 3:16-

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