quinta-feira, 6 de abril de 2017

Alcoolismo & drogas [parte I]

 O ébrio


Pai!...

Afasta de mim este cálice
que lentamente destrói a minha vida
e me encharca e me humilha
me humilha me envergonha
expondo a minha nudez
deixando-me sem a moral!...

Afasta de mim este vomito do diabo
esta maldita essência macabra
este liquido tão sórdido
que em violência violenta a gente
que faz do são um demente
e da família!

Algo que se humilha.
E de um projeto
apenas dejeto.

Nas vozes que ecoam
vozes que zombam
que zoam...

Vozes caçoam
imprimindo
o estigma
o rótulo

...O ébrio.

 Geralmente todo aquele que se envereda por estes caminhos, torna-se discriminado, repudiado e porque não dizer!...
MARGINALIZADO.

O que lhe acarreta uma neurose fóbica no tange o conceito social, pois na maioria das vezes visa apenas condenar a todo aquele que se encontra perdido. O que torna as coisas ainda mais difíceis, já que devido à retaliação que é feita, todo viciado se converte em um revoltado e voltado a um egocentrismo masoquista.

E a vida que seria a coisa mais fácil de fazer se tivéssemos alicerçado desde seu inicio em Deus que é a razão maior. Acaba tornando-se complicadíssima sem contar o fato de que ao retirar o respaldo dado por Deus vivemos em uma incógnita, não sabermos de onde viemos, muito menos para onde nos iremos, ou se a vida após a morte. Como temos voz e discernimento, se a nossa prole vem de um minúsculo espermatozoide invisível a olho nu que inserido em um ovulo gera a anatomia que nos dá as condições de criarmos foguetes que nos levam a lua ou ainda mais longe.

Devido ao avanço tecnológico ou qualquer outro tipo de evolução desencadeada pela intelectualidade emancipada do homem. Muitos hoje descartam a existência de Deus, apelando para um agnosticismo quase inexpugnável, e não sabem por que muitas vezes se autodestroem em intermináveis angustias e depressão, entre tantos outros males que assolam a humanidade.

Existem aqueles que até acreditam em Deus, mas o aludem a um pedaço de gesso de madeira ou papel entre tantos artefatos inanimado, e outorgam poderes místicos a tais ícones e de forma volátil abstrai-se em sacrifícios e procissões, o que lucidamente eu chamo de idolatria. Outros apenas creem porque desta forma foram adestrados por seus pais quando ainda eram crianças maleáveis, que sempre dá razão a tudo que lhes ensinam os seus progenitores.

Só que estes mesmos pais deixam de ser super heróis a partir do momento em que passamos a entender como adultos, e com isso descobrimos neles as mesmas falhas que cometemos ou falhas piores ainda.

Mas estou falando de drogas, e não de religião, onde o vicio geralmente se faz em maior evidencia entre os jovens, pois estes estão descobrindo coisas novas, e tudo é elucidativo até mesmo alucinante onde também começa a fazer lógica quando afirmo que o ser humano é frágil.

Quantos jovens com suas convicções insólitas, ideologias satélites, acham que nada tem a ver com nada, e vão se deixando levar de forma amena e suave sendo induzido paulatinamente até que suas ideologias que não se ancoram em coisa alguma perdem o seu valor, e eles estacionam em um estágio deplorável onde passam a ser tratados como escorias.
E Deus torna-se o único alvo que tais pessoas podem atingir ou pelo menos pensam que podem, pois em sua consciência erronia pensam que este Deus os abandonou. Eu sempre uso a 1ª pessoa do plural incluindo a minha própria pessoa já que também fui um viciado e não podia conciliar um Deus tão bom com uma vida tão proscrita como foi a minha. 

Talvez seja por isto que repudiam tanto a Deus como eu fazia, e ainda que muitos falem dele, é apenas um personagem tão fictício como uma imagem de escultura.  Inconscientemente todo viciado no seu intimo acredita que Deus é o seu antágono, e por isto sempre cria enorme barreiras, jamais conseguem concebê-lo como antídoto, ainda que realmente devido aos nossos pecados, Deus tenha se tornado o nosso antágono, e isto é todo ser humano, Paulo declara que não há um justo se quer (Rm. 3: 11) todos pecaram e ele não isenta nem a Maria progenitora de Jesus Cristo (Rm. 3: 23) sem Jesus não há redenção (v.24).






Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, 
 para que todo aquele que nele crê não pereça, 
 mas tenha a vida eterna. 
-João, 3:16-

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Parafraseando Santo Agostinho

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