sábado, 15 de novembro de 2014

Canção do exílio.

Minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá;
as aves, que aqui gorjeiam,
não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
nossas várzeas têm mais flores,
nossos bosques têm mais vida,
nossa vida mais amores....
******

...Vivemos uma ditadura abstrata
que nos envergonha pelo nosso passado
e deturpa o nosso presente
compromete o nosso futuro.

Que segrega os nossos valores
adultera a nossa moral
vilipendia os bons costume
nos ludibriando descaradamente.

Perdeu-se o bom senso
e nós assim tão passivamente
de maneira estupida e insensatamente
omitimo-nos contumazmente.

Poderia ser tão diferente
se a gente
acreditasse um pouco mais na gente
exigíssemos um pouco mais da gente
não aceitássemos comodamente
a tudo isto que é feito com a gente
e a gente...

Nós?!...

Somos apenas gente
que virou massa de manobra
pobre povo maleável
que esqueceu-se de viver
de uma forma proativa.

Minha terra tem palmeiras
onde canta o sabia
e os heróis que aqui peleiam
não labutam como os que labutavam lá
e a esperança de vitória
de ver mudar a nossa história
vi morrer com os nossos heróis
que contaram a sua história,

pois jamais imaginariam
ao nível que desceria
aqueles que os substituíram
hoje gananciosamente nos ludibriam.

Vou voltar para o passado
abstrair-me com Gonçalves dias,
e na canção do meu exílio
me sentir menos exilado
pois minha terra tem palmeiras
onde canta o sabiá.

Suas historias reviver
e acreditar que já tivemos gente
amava esta nação
vou tentar ser Gonsalves dias
para a minha geração
e fazer dos meus poemas
minha triste desilusão.

******
Não permita Deus que eu morra,
sem que eu volte para lá;
sem que desfrute os primores
que não encontro por cá;
sem qu'inda aviste as palmeiras
onde canta o sabiá.










Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito,
 para que todo aquele que nele crê não pereça, 
 mas tenha a vida eterna.
 -João, 3:16-

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