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segunda-feira, 26 de julho de 2010

FENIX


“Eu & Jesus”.



Meu Deus.
quantos e quantos anos...
intermináveis passos
que resultaram em fracassos
e lagrimas nos olhos
a alma encharcada
o gosto absinto
extrato do fel
tão lúgubre véu.

O céu ficava tão distante
tornando Deus um hábito
e a fé apenas um álibi
uma palavra sintética
monossílabo passivo.

A vontade sem força
o sorriso sem vontade
o desejo de morrer
quem sabe então renascer
das cinzas de minha solidão
como numa lenda que ouvi
ave fênix eu me vi;

Mas a solidão não era lenda!
era parte da minha legenda...

O sentimento masoquista
autocomiseração
e para encontrar a paz
enveredei-me na bebida
e vi minha vida esvaída
minha moral escarnecida
nas sarjetas o meu orgulho.

Ao tentar fugir do álcool
fiz um pacto com a angustia
intrínseca a minha solidão
aumentando a ressaca
que em mim era o viver
sentimentos tão niilistas
abundavam o meu ser
tornando-se ainda pior
de que a época que vivia a beber,

...Viver sóbrio pra que?
quantos lábios me acusavam
contumazmente me anulavam
ironicamente me execravam
friamente rotulavam
você nunca foi nada!

Com certeza vai dar em nada...
Sempre foste uma escoria
sua historia está traçada.

Aniquilavam a minha chama
adulteraram o meu teor
e meu sabor virou horror
fui amor sem ter amor
alienada esperança
filosofia melancólica
de um patético viver
até que um dia em conflito
estando só eu tão aflito
explodi no meu próprio grito
na antiga BR 262
não deixei para depois
seria tarde demais!...

Infiltrava-me todo mal
e eu me via um marginal
que perdeu seu ideal
o suicídio era o mais obvio final...

Mas em um reflexo de luz
clamei por Jesus!
ele tem que existir!
para a minha dor extrair
eu precisava sorrir.

...E de dentro do peito
eu quebrei as cadeias
uma paz tão alheia
algo fora do normal
tão sublime paradoxal
invadiu o meu ser

Em tão perigosa rodovia
quem olhava não percebia
em plena BR 262
abraçado estavam dois

“EU & JESUS”

Transverberei-me em tua luz
sua essência me invadiu
seu amor me consumiu
seu perdão me redimiu.

Aplacou-se toda angustia
foi-se embora a solidão
sei que ainda existem as lutas
mas tenho um novo coração
hoje tenho a vitória
Jesus Cristo entrou em minha vida
e mudou a minha historia
a ele seja toda glória!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Evangelho sem luz


Não se fala em arrependimento
que seja resipiscênte e sincero
onde corações quebrantados
e olhos marejados
como se dor de um parto abortado
de reconhecer que se é um condenado
vencido pelo próprio pecado.

Fala-se tanto na teologia da prosperidade
desviaram os ouvidos da verdade
pela a ambição do dinheiro
o ópio do poder
nas pregações que pede milhões
há milhões de almas perdidas
havidas em ouvir fábulas.

Trazendo no ouvido o comichão
que pretere a sã doutrina
sublevando a satisfação
que alimenta tão vil concupiscência.

...Mas os bêbados, sim os bêbados!
continuam caídos de bêbados
prostitutas tão nuas na rua
os drogados que vivem despojados
nos fétidos porões de cadeias
na cadeia abstrata da alma
de almas que sedentas por Deus
caminham amiúde para o inferno
enquanto congelam no inverno
de uma teologia que tão torpe vicia
com tola falsa e efémera alegria.

...Eu vi um velho de cabeça branca
a falar e falar e falava sozinho
como quem prega no deserto
não mais suportando começou a chorar
ferindo o meu peito em sua dor
a dor de quem sei tem amor
amor pelas almas que vão
que morrem aos poucos em vão.

Não foi isto que Paulo escreveu
nem para isto sua vida ele deu
não é disto que falam suas cartas
não foi este o seu testemunho.

Sei que isto não uma linda mensagem
a mais sublime das minhas poesias
tão cheia de encanto e magia,
é apenas de um desabafo
de alguém que teme ficar velho
de alguém que teme ficar como o velho
mas por Deus prefiro chorar como velho
e que leve-me a morte
prefiro esta sorte
do que me esquecer
que almas penadas vagam
vivas dentro de corpos mortos
ou mortos dentro de corpos vivos
enquanto vão mortos profetas
falando de paz amor e dinheiro
vilipendiando o evangelho de Cristo
evangelho sem luz
sem Cristo Jesus.

***

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina,
 mas tendo comichão nos ouvidos
 amontoarão para si doutores 
conforme as suas próprias concupiscências;
e desviarão os ouvidos da verdade, voltando as fábulas.
II Timóteo, 4: 03 - 04