domingo, 4 de setembro de 2016

Um clamor silencioso!...

Velho sem as rugas nas mãos

Eu vi um velho parado

num canto prostrado
olhar tão perdido
era triste e calado
um resto de vida
essência exaurida
aparência carcomida.

…E a voz da experiência
perdeu pra inclemência
daqueles que um dia
criou com tanta paciência.

Seus amigos se foram
todos dele esqueceram
e aqueles que o amava
a maioria morreram.

E o velho cansado
num canto jogado
de olhar tão perdido
tão subjugado
perdeu para vida
esvaiu sua alegria
sucumbiu sua glória
anularam sua historia.

E quem era feliz
hoje é apenas escoria.

Explica-me o porquê
não consigo entender!

A voz da experiência
que nos ensina a viver
vive triste esquecido
preterido num canto
em silencio o seu pranto
dilacerava o seu ser.

Onde estão os seus filhos?

Que criou com o brilho
de um homem que luta
e se matou na labuta
nesta vida tão curta
para dar uma vida melhor.

Agora num asilo
calado num canto
esquecido portanto
sua vida se foi
e já não tem importância.

Eu vi meu futuro
análogo a este velho
e me vi prostrado
com o olhar tão perdido
num canto calado
vi meu hoje enterrado
triste subjugado.

Me voltei para Deus
e pedi o seu perdão
esqueci que sou velho
sem as rugas nas mãos!…








Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. -João, 3:16-

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