quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Para que todos os povos o adorem III

O que não se ensina nas universidades.

Eu passei toda uma vida
esperando
e enquanto esperava eu sonhava
e enquanto eu sonhava eu orava
e enquanto eu orava eu chorava,
pois a dor dos espinhos
a minha alma dilacerava.

Vi muitos partirem!...
Pessoas que eu tanto amei
e ao vê-las partirem
meu Deus como eu chorei!

Bebi o absinto cálice da ingratidão
meu Deus como tudo isto feriu o meu coração
tive como inseparável companheira
a indesejável solidão.

Muitos me ridicularizaram
quantos de mim debochavam
e os meus sonhos a mim tão sublime
eles simplesmente ignoravam
em mim eles não acreditaram.

Ao ver a dor e a frustração
que de forma contumaz
angustiava a meu coração,

fechei-me no meu recôndito
tranquei-me em meu coração
acreditava que não foi tudo em vão
que não era apenas uma ilusão
apesar de não ouvirem a minha canção.

Não sabia que toda dor a mim impetrada
me forjava na jornada
me ensinava o que não se ensina nas universidades
reverberava em mim toda a verdade.

E eu que pensava ser o dono mundo
fui viver no meu submundo
vi morrer meu ego em podridão
como semente enterrada no chão.

Esvaiu-se a minha presunção
e com ela as suas razões
que se transformaram em desilusões
para que Deus mostrasse a sua glória
e com graça e misericórdia
pudesse mudar a minha historia.



Se você traz em seu coração um anseio de ser um missionário, precisa em primeira instancia distinguir de forma objetiva se isto não é um sentimento que fluiu de si mesmo, ou se realmente Deus tem este chamado para você.

Parece um tanto obvio este tipo de afirmação, mas a verdade é que muitas vezes a gente se confunde deixando nos levar pelos nossos desejos, e por mais sublime que estes o sejam, enganoso é o coração.

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?
Jeremias 17:9

Quando avaliamos cuidadosamente todo este capítulo compreendemos a grande diferença daquele que está firmado em Deus, e aquele que está confiado em seu próprio braço.

É extremamente importante quando nos preparamos em todos os aspectos, aliás, diga-se de passagem, isto tem que ser uma regra e não uma exceção, quantos estão sendo enviados sem a mínima noção do que estão fazendo?

Mas como diz o velho ditado, tem que ser uma faca de dois gumes, não adianta ter apenas a teoria, por mais excelente que esta o seja, como diz Carlos Drummond de Andrade.

Na pratica a teoria é outra.

Sem a preparação do Espirito Santo convertemos em missionários análogos ao biscoito de polvilho, com grande volume fazendo muito barulho, porém sem consistência alguma.

Oxalá se todo missionário se desse ao desplante de se permitir passar pela preparação, não de um seminário, eu sei que isto é de suma importância, porém sem a preparação orquestrada pelo Espírito Santo de Deus?!

Deus mais do que qualquer outro deseja nos enviar, porém sabe dos riscos em enviar alguém que verdadeiramente não esteja preparado, e o único modo eficaz que eu conheço é sem sombra de dúvidas as provações que nos são implantadas...

Paulo fala sobre isto aos Coríntios e quando fazemos uma exegese sobre o que ela aborda na sua segunda epístola a partir do versículo dezessete no capítulo onze perceberemos que por causa de jactanciosos que se achavam acima de tudo, Paulo começa a falar de todo o sofrimento que ele passou.

Vale apena um adendo aqui, quantos missionários, ou não, fazem de suas agruras uma espécie de lobby e se vangloriam dos sofrimentos que tiveram... Mas voltando a Paulo.

A partir do primeiro versículo do capitulo doze, ele começa a enfatizar uma experiência inefável, sobrenatural, mas o que é profundamente impactante veio após o versículo sete deste mesmo capitulo.

Não vou entrar no mérito da questão a respeito de qual sofrimento que Paulo falava quando abordava sobre o espinho na carne, quais eram as armas usadas por satanás

Prefiro ver a conclusão de sua dissertação que tem o seu ponto culminante do versículo sete ao versículo dez.

E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.

Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.

E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.
De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.

Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo.
 Porque quando estou fraco então sou forte.



Ainda que no decorrer da sua narrativa ele deixe claro a inadimplência do seu ego em relação as tudo que fez e que vivenciou...

A missão é sublime, o proposito é solene, porém estou relembrando aqui de outro tipo de missão aonde certo homem que conhecia toda a ciência do Egito, que fora criado pela filha do Faraó.

Tentou resolver a situação por suas próprias mãos ao ver um conterrâneo contemporâneo sendo açoitado, mas se deu mal tendo que fugir para não morrer ( Ex. 2: 14) e depois de ficar quarenta anos se aprimorando, e depois de aprimorado viu o que Deus foi capaz de fazer com um pedaço de pau que ele tinha nas mãos, ou seja, as dez pragas, o mar sendo aberto em fim.

Diante de tudo isto eu iria agora lá para Coreia do Norte, ou para China de peito aberto e Bíblia na mão.

Mas disse Moisés:

Então lhe disse: Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui.
Como, pois, se saberá agora que tenho achado graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Acaso não é por andares tu conosco, de modo a sermos separados, eu e o teu povo, de todos os povos que há sobre a face da terra?



Ele sabia a encrenca que é lidar com aquele povo que não é diferente de nós na atual conjuntura não em sua essência. 




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